FENAC


Num passeio pelo passado, é importante recordar que Novo Hamburgo já havia demonstrado uma vocação para feiras e exposições. O então segundo distrito de São Leopoldo realizou, em 1924, uma mostra de sua produção, que foi visitada pelo governador do Estado, Antônio Augusto Borges de Medeiros.

Ele ficou tão impressionado com o que viu, que prometeu aos hamburguenses que trabalharia pela emancipação do distrito, apesar das severas restrições da legislação de então. Borges de Medeiros cumpriu sua promessa quase 3 anos depois, em 5 de abril de 1927, e pode-se dizer que foi a capacidade de promoção de uma feira o agente que acabou gerando a emancipação.

Mais tarde, na primeira metade da década de 50, o então prefeito Plínio Arlindo de Moura decidiu promover uma feira de calçados na cidade. Chegou a encomendar o projeto de um pavilhão de exposições, mas não conseguiu a adesão do empresariado e sua idéia ressurgiria somente em 1959, quando o próprio Moura a incluiu no plano de governo do candidato a prefeito Martins Avelino Santini.

Eleito, Santini dispôs-se a realizar integralmente o plano de governo, e tornou-se o grande líder da realização da primeira Fenac, da construção e reerguimento do pavilhão de exposições depois que ele foi destruído por um vendaval, da obra colossal que foi aterrar e construir um parque de exposições.

Santini teve o empresariado unido em torno da ideia, e para isso foi fundamental o trabalho de dois homens: Bruno Petry e Paulo Sérgio Gusmão.

Inspirados pela Festa da Uva promovida por Caxias do Sul, os dois foram os grandes catalisadores que uniram todo o empresariado em torno da proposta de fazer em Novo Hamburgo uma grande festa e feira do calçado.

Os recursos foram obtidos, através dos cofres da própria municipalidade, de auxílio do governo do estado e dos municípios do Vale do Sinos, e outras promoções locais.

Uma grande equipe foi formada, em comissões e sub-comissões, e a realização da primeira Feira Nacional do Calçado tornou-se um imenso mutirão comunitário sob a regência, a capacidade de trabalho e o entusiasmo do comerciante Agostinho Cavasotto, escolhido como primeiro presidente.

Apesar do pavilhão praticamente concluído ter ruído no dia 9 de abril de 1963, a primeira Fenac foi inaugurada, com pompa e festa, em 25 de maio do mesmo ano.

O público impressionou-se com os estandes que ocupavam integralmente os 4 mil metros quadrados do pavilhão e com muitas outras atrações inesquecíveis, como a escolha da primeira Cinderela do Calçado, Rita Lenz, e da eleição da Miss Rio Grande do Sul, Ieda Maria Vargas.

 
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