Arborização

Remoção de árvore

  • Em caso de risco de queda: uma árvore não cai por causa da sua altura. Por isso, devemos procurar por indícios de risco de queda, tais como:

    • necroses e doenças;
    • podridões no tronco;
    • perda de vitalidade com declínio do estado fitossanitário;
    • desequilíbrio do indivíduo arbóreo, no qual um manejo de poda não será suficiente para reequilibrar a árvore perfeitamente;
    • ataque de parasitas;
    • árvore morta;
    • dentre outros.
  • Em casos de construções e/ou reformas: devidamente embasadas pelo seu respectivo projeto ou croqui, o qual identifica quais árvores no local serão atingidas pela obra, justificando as remoções.
  • Em caso de danos constatados ao patrimônio público ou privado, sendo que a reparação desses não será possível sem a retirada das árvores.
  • Em casos de espécies inadequadas: quando a espécie possui porte inadequado para o local onde está plantada, causando ou vindo a causar danos ao patrimônio, mais cedo ou mais tarde.
  • Em casos de espécies exóticas e invasoras: não apenas por ser exótica (ter origem em outro país), mas sendo uma espécie invasora, esta compete com as espécies nativas e prevalece ao se dispersar, nascer, crescer e se desenvolver, não permitindo o desenvolvimento de outras espécies ao redor. Um exemplo de espécie exótica e invasora é a caneleira da índia (Cinnamomum verum).

 

Raíz doente
Perda severa de vitalidade devido a insuficiência de umidade/ água, ocasionada pelo tamanho inadequado do canteiro de área livre permeável. Note-se porção do tronco sem circulação de seiva. Indício de risco de queda.

 

Necrose em árvore
                                                                                      Necrose severa em tronco de árvore.

 

A remoção sem autorização enseja aplicação da penalidade multa, conforme os artigos 44, II; 45, III; 46, III da Lei Municipal 397/2000.

Parece… mas não é…

… Motivo para a poda ou remoção de árvores:

•   A altura da árvore: “Quero podar a árvore, pois a mesma está muito alta”. Não existe poda de altura. A poda das pontas dos galhos caracteriza a poda drástica e também tende a prejudicar a árvore, e o corte dos ápices, eliminando a gema apical, termina com o crescimento em altura.

•   Época de poda: “Quero fazer a poda anual”. A menos que haja conflito de galhos com algum elemento urbano, ou necessidade de uma poda de limpeza, a poda anual não representa um motivo plausível para realizar-se uma intervenção na árvore.

•   “Essa árvore suja todo o meu pátio e entope as calhas!”. Se não houver algum motivo razoável constatado, conforme já explicado, para a realização da poda, a nossa orientação é que, neste caso, o pátio seja varrido e as calhas, limpas.

•   “Queria remover essa árvore porque ela tá grande demais  e se cair...”. Lembre-se, excluindo os imprevistos, árvore que cai não é árvore alta, e sim árvore doente.

•   “Mas a árvore é minha! Eu comprei a muda e fiz o plantio!”. Não, a árvore não é sua. Ninguém é dono de qualquer árvore, pois elas são bens comuns a todos, conforme a Lei Municipal 397/2000, bem como de acordo com a Constituição Brasileira.